Má qualidade do jornalismo escrito faz Gabo «sofrer como um cão»

19 10 2008
O prémio Nobel de Literatura 1982, o colombiano Gabriel García Márquez, confessou «sofrer como um cão» pela má qualidade do jornalismo escrito e porque é raro encontrar artigos ou reportagens que sejam «autênticas jóias».

Para García Márquez, ele próprio jornalista antes de se dedicar por inteiro à literatura, o jornalismo «é o ofício mais belo» e «contra isso não há nada a fazer».

«Não há no mundo melhor ofício do que este, mas na minha idade já me aborrece muito», disse.

Lê diariamente, de manhã, vários jornais e é sempre – classifica – «um desastre», que o faz «sofrer como um cão».

O autor de «Cem anos de solidão»  lamentou ainda que o jornalismo actual se faça tão depressa o que impede os jornalistas de pensar melhor o que escrevem.

«Foi sempre assim, mas antes havia uma vantagem: o jornal era mais difícil de fazer e as máquinas nunca funcionavam bem, o que nos dava tempo para pensar um bocadinho», reconheceu.

Nas suas leituras, o escritor encontra muito poucas reportagens ou artigos que possam ser consideradas «jóias» mas, quando isso acontece, pensa: «Quem será este tipo?».

in TSF ONLINE


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