
Para García Márquez, ele próprio jornalista antes de se dedicar por inteiro à literatura, o jornalismo «é o ofício mais belo» e «contra isso não há nada a fazer».
«Não há no mundo melhor ofício do que este, mas na minha idade já me aborrece muito», disse.
Lê diariamente, de manhã, vários jornais e é sempre – classifica – «um desastre», que o faz «sofrer como um cão».
O autor de «Cem anos de solidão» lamentou ainda que o jornalismo actual se faça tão depressa o que impede os jornalistas de pensar melhor o que escrevem.
«Foi sempre assim, mas antes havia uma vantagem: o jornal era mais difícil de fazer e as máquinas nunca funcionavam bem, o que nos dava tempo para pensar um bocadinho», reconheceu.
Nas suas leituras, o escritor encontra muito poucas reportagens ou artigos que possam ser consideradas «jóias» mas, quando isso acontece, pensa: «Quem será este tipo?».
in TSF ONLINE